sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sexta-Feira, 4 de Abril de 2014 ... 

Sinto necessidade de escrever, mas na verdade, acho que não sei bem que dizer. Talvez comece por dizer que a minha vida não está propriamente como deveria de estar. Acho que toda a gente já passou por isso, eu pessoalmente já. Talvez esteja a passar outra vez, ou não ... . Não é propriamente uma vida triste, mas também não é uma vida de sonho, se fosse, não estaria aqui a escrever, diria eu. Posso resumir este período da minha vida em algumas palavras como: Confusão, Ansiedade e Irritação. Confusão porque, de facto, há muitas coisas que não estão a fazer sentido, ou se calhar eu não arranjo maneira de as compreender. Normalmente vejo as coisas com muita clareza, mas algo se passa, porque desta vez não estou a conseguir faze-lo. Ás vezes sinto-me uma criança com apenas cinco anos, que não compreende o porquê das coisas, então, faz mil e uma perguntas para chegar a uma conclusão, e por vezes nem assim obtém a resposta que supostamente quereria ter. Ou seja, talvez acabe por ficar ainda mais confusa. Ansiedade porque, sinto que se aproxima algo de bom.. passa-se é que nunca mais aparece, ou seja, te-mo que não irá aparecer e seja apenas mais uma das minhas imaginações ou algo do gênero. Irritação, porque ... meu deus, uma longa história. Embora me irrite com o mundo em geral, há coisas que me irritam ainda mais. Pessoas. Algumas porque simplesmente não sabem ter respeito pelas outras, não sabem pensar um pouco antes de agir ou dizer alguma coisa que lhes vem á cabeça, por fazerem com que as outras pessoas se sintam inferiores, e por muito mais. Mas em que raio de mundo estamos nós? Cada um é como é e ninguém, mas ninguém tem o direito de julgar ou tentar mudar alguém. Enfim. Por outro lado, a irritação surge, quando queres entender alguém, mas essa pessoa não permite que o faças, então, tens de aprender a viver com o viver dela, e das duas uma, ou compreendes essa maneira de viver, ou tentas ser igual. Isso sim, irrita-me a um ponto inacreditável. Alguém que não deixa que o entendas, que consegue ser mais 'frio' que um cubo de gelo e ao mesmo tempo um doce, que te consegue levar a uma irritação extrema apenas com a sua presença e que te faz bem ao mesmo tempo. É surreal não é? Acho precisamente o mesmo. O que fazer? Não sei. O que pensar? Muito menos. Aprender a ignorar as pessoas e achar que tudo não passa de uma brincadeira ? Não. Achar que sofrimento é um sentimento que é lamechas? Não me peçam para compreender coisas incompreensíveis.


"Havia uma parte dele, que eu não sabia quão dominante era."

Sem comentários:

Enviar um comentário